De: Véra Barone
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Edgar Madruga
Salvador/BA
Livro: Karl Jaspers


http://www.4shared.com/document/t6BVfRuP/HERSCH_Jeanne_Karl_Jaspers.html
Jaspers exemplifica que determinados indivíduos no curso existencial inteiro oferecem o quadro de um desenvolvimento da personalidade; mas indicam, em traços particulares, ligeiro processo, o qual dá tonalidade anormal a esse desenvolvimento. Quer com isso argumentar que a questão psicopatológica implica o desenvolvimento da personalidade do sujeito, horizonte em que ela deve ser compreendida. Dessa forma, a doença realiza-se no núcleo da existência. Assim, é preciso compreender "o homem todo em sua enfermidade", ou seja, a doença como uma dimensão da vida desse homem. Não se pode, assim, reduzir o patológico a uma "entidade mórbida" – a uma perspectiva organicista ou a um problema individual. Para Jaspers, os limites entre "normal" e "patológico" são obscuros em toda a medicina, o mesmo se passando entre os campos da "Psicologia" e o da "Psicopatologia". Por isso mesmo Jaspers não valorizava a busca de um conceito preciso de "enfermidade mental", pois tal insistência seria arbitrária, infrutífera, impedindo o avanço do trabalho do psicopatólogo. Seu esforço seria o de tornar compreensível tanto o ponto de vista genético quanto as condições que se apresentariam no momento em que o quadro clínico do paciente fosse observado, com todas suas vivências psicopatológicas.
Jaspers exemplifica que determinados indivíduos no curso existencial inteiro oferecem o quadro de um desenvolvimento da personalidade; mas indicam, em traços particulares, ligeiro processo, o qual dá tonalidade anormal a esse desenvolvimento. Quer com isso argumentar que a questão psicopatológica implica o desenvolvimento da personalidade do sujeito, horizonte em que ela deve ser compreendida. Dessa forma, a doença realiza-se no núcleo da existência. Assim, é preciso compreender "o homem todo em sua enfermidade", ou seja, a doença como uma dimensão da vida desse homem. Não se pode, assim, reduzir o patológico a uma "entidade mórbida" – a uma perspectiva organicista ou a um problema individual. Para Jaspers, os limites entre "normal" e "patológico" são obscuros em toda a medicina, o mesmo se passando entre os campos da "Psicologia" e o da "Psicopatologia". Por isso mesmo Jaspers não valorizava a busca de um conceito preciso de "enfermidade mental", pois tal insistência seria arbitrária, infrutífera, impedindo o avanço do trabalho do psicopatólogo. Seu esforço seria o de tornar compreensível tanto o ponto de vista genético quanto as condições que se apresentariam no momento em que o quadro clínico do paciente fosse observado, com todas suas vivências psicopatológicas.
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