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José Afonso

Olá Amigos,ªs
Sem apresentações, porque não são precisas.


José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos nasceu a 2 de Agosto de 1929,
em Aveiro, filho de José Nepomuceno Afonso, juiz, e de Maria das Dores
Dantas Cerqueira, professora primária.
Em 1930 os pais foram para Angola, onde o pai tinha sido colocado como
delegado do Procurador da República em Silva Porto. José Afonso
permanece em Aveiro, na casa da Fonte das Cinco Bicas, por razões de
saúde, confiado à tia Gegé e ao tio Xico, um «republicano anticlerical
e anti-sidonista».
Por insistência da mãe, em 1933 Zeca segue para Angola, com três anos
e meio, no vapor Mouzinho, acompanhado por um tio advogado em lua-de-
mel. Um missionário é a companhia de José Afonso que permanece três
anos em Angola, onde inicia os estudos da instrução primária.
Em 1936 regressa a Aveiro, para casa de umas tias pelo lado materno.
Parte em 1937 para Moçambique ao encontro dos pais, com quem vive
juntamente com os irmãos João e Mariazinha.
Regressa a Portugal, em 1938, desta vez para casa do tio Filomeno,
presidente da Câmara Municipal de Belmonte. Aqui conclui a quarta
classe. O tio, salazarista convicto, fá-lo envergar a farda da
Mocidade Portuguesa.
Vai para Coimbra em 1940 para prosseguir os estudos. É matriculado no
Liceu D. João III e instala-se em casa da tia Avrilete, tia paterna
que vivia à Av. Dias da Silva, actual nº112. No liceu conhece António
Portugal e Luiz Goes. A família parte de Moçambique para Timor, onde o
pai vai exercer as funções de juiz. Mariazinha vai com eles, enquanto
seu irmão João vem para Portugal. Com a ocupação de Timor pelos
Japoneses, José Afonso fica sem notícias dos pais durante três anos,
até ao final da II Guerra Mundial, em 1945.
Nesse mesmo ano começa a cantar serenatas como «bicho», designação da
praxe de Coimbra para os estudantes liceais (José Afonso andava no 5.º
ano do liceu). Era conhecido como «bicho-cantor», o que lhe permitia
não ser «rapado» pelas «trupes». Vida de boémia e fados tradicionais
de Coimbra.
De 1946 a 1948 completa o curso dos liceus, após dois chumbos. Conhece
Maria Amália de Oliveira, uma costureira de origem humilde, com quem
vem a casar em segredo, por oposição dos pais. Faz viagens com o
Orfeão e com a Tuna Académica. Joga futebol na Associação Académica de
Coimbra.
Em 1949, dispensado do exame de aptidão à Universidade, inscreve-se no
primeiro ano do curso de Ciências Histórico-Filosóficas da Faculdade
de Letras. Vai a Angola e Moçambique integrado numa comitiva do Orfeão
Académico da Universidade de Coimbra.
Em Janeiro de 1953 nasce-lhe o primeiro filho, José Manuel. Dá
explicações e faz revisão no Diário de Coimbra. São editados os seus
primeiros discos. Trata-se de dois discos de 78 rotações com fados de
Coimbra, editados pela Alvorada, dos quais não existem hoje
exemplares. Os dois discos foram gravados no Emissor Regional de
Coimbra da Emissora Nacional.
De 1953 a 1955 cumpre, em Mafra, serviço militar obrigatório. Foi
mobilizado para Macau, mas livrou-se por motivos de saúde. Depois é
colocado num quartel em Coimbra. Tem grandes dificuldades económicas
para sustentar a família, como refere em carta enviada aos pais em
Moçambique. A crise conjugal é muito sentida. Após o serviço militar,
já com dois filhos, José Manuel e Helena (nascida em 1954), conclui em
1963 o curso na Faculdade de Letras de Coimbra com 11 valores com uma
tese sobre Jean-Paul Sartre: «Implicações substancialistas na
filosofia sartriana».
Vai dar aulas num colégio privado em Mangualde de 6 de Janeiro a 30 de
Setembro de 1957. Passa a, então, à cndição de estudante voluntário da
Universidade, inod com frequência a Coimbra, não só para fazer exames
na Faculdade de Letras, mas por continuar a ser bastante solicitado
para cantar em serenatas, espectáculos e digressões dos organismos
autónomos. Inicia-se o processo de separação e posterior divórcio de
Amália (1 de Junho de 1963). José Afonso manterá uma névoa de silêncio
em redor desta sua experiência conjugal.
Em 1956 é editado o seu primeiro EP, intitulado Fados de Coimbra. De
28 de Outubro de 1957 a 22 de Julho de 1958 foi professor provisório
nas Escola Industrial e Comercial de Lagos.
Por dificuldades económicas, em 1958 envia os dois filhos para
Moçambique, para junto dos avós. Neste ano fica impressionado com a
campanha eleitoral de Humberto Delgado. Digressão de um mês em Angola
da Tuna Académica. José Afonso é o vocalista do Conjunto Ligeiro.
«Actuámos vestidos com umas largas blusas de cetim, cada uma de sua
cor, imitando a orquestra de "mambos" de Perez Prado, o máximo da
altura», conta José Niza.
A 4 de Dezembro de 1957, José Afonso actua em Paris, no Teatro "Champs
Elysées" ao lado de Fernado Rolim, voz, António Portugal e David
Leandro nas guitarras de Coimbra e Sousa Rafael e Levy Baptista nas
violas.
De 7 de Outubro de 1958 a 18 de Julho de 1959 é professor provisório
nas Escola Industrial e Comercial de Faro.
Em 1959 começa a frequentar colectividades e a cantar regularmente em
meios populares.
Nos inícios do ano lectivo de 1959/60 é colocado por 10 dias num
colégio em Aljustrel, transitando depois para a Escola Técnica de
Alcobaça onde é professor provisório entre 3 de Outubro de 1959 e 30
de Julho de 1960.
Em 1960 é editado o quarto disco de José Afonso. Trata-se de um EP
para a Rapsódia, intitulado Balada do Outono.
Em Agosto faz nova digressão com o orfeão Académico de Coimbra a
Angola. Ainda em 1960 desloca-se a Paris e Genebra, onde grava com
Fernado Rolim, voz, António Portugal e David Leandro nas guitarras de
Coimbra e Sousa Rafael e Levy Baptista nas violas, onde naquela cidade
helvética grava uma serenata para a Eurovisão.
De 1961 a 1962 segue atentamente a crise estudantil deste último ano.
Convive em Faro com Luiza Neto Jorge, António Barahona, António Ramos
Rosa e Pité e namora com Zélia, natural da Fuzeta, que será a sua
segunda mulher.
Em 1962 é editado o álbum Coimbra Orfeon of Portugal, pela Monitor,
dos Estados Unidos, com «Minha Mãe» e «Balada Aleixo», onde José
Afonso rompe definitivamente com o acompanhamento das guitarras.
Nestas duas baladas é acompanhado exclusivamente à viola por José Niza
e Durval Moreirinhas.
Realiza digressões pela Suíça e Alemanha onde gravam para a televisão
e Suécia onde actua na Gala dos Reais Clubes Suecos, integrado num
grupo de fados e guitarras, na companhia de Adriano Correia de
Oliveira, José Niza, Jorge Godinho, Durval Moreirinhas e ainda da
fadista lisboeta Esmeralda Amoedo.
Em 1963 é editado outro EP de Baladas de Coimbra. Volta a ser
professor provisório nas mesma escola em Faro, de 19 de Outubro de
1962 a 31 de Julho de 1963.
Em Maio de 1964, José Afonso actua na Sociedade Musical Fraternidade
Operária Grandolense, onde se inspira para fazer a canção «Grândola,
Vila Morena», que viria a ser no dia 25 de Abril de 1974 a senha do
Movimento das Forças Armadas (MFA) para o derrube do regime
ditatorial.
Nesse mesmo ano é editado o EP Cantares de José Afonso, o único para a
Valentim de Carvalho.
Também em 1964 é editado, pela Ofir, o álbum Baladas e Canções, que
virá a ser reeditado em CD pela EMI em 1996.
De 1964 a 1967, José Afonso encontra-se em Lourenço Marques com Zélia,
onde reencontra os seus dois filho. Nos últimos dois anos, dá aulas na
Beira. Aqui musicou Brecht na peça A Excepção e a Regra. Em Moçambique
nasce a sua filha Joana (1965).
Em 1967 regressa a Lisboa esgotado pelo sistema colonial. Deixa o
filho mais velho, José Manuel, confiado aos avós em Moçambique.
Colocado como professor em Setúbal, sofre uma grave crise de saúde que
o leva a ser internado durante 20 dias na Casa de Saúde de Belas.
Quando sai da clínica, tinha sido expulso do ensino oficial. É
publicado o livro Cantares de José Afonso, pela Nova Realidade. O PCP
convida-o a aderir ao partido, mas José Afonso recusa invocando a sua
condição de classe. Assina contrato discográfico com a Orfeu, para
quem grava mais de 70 por cento da sua obra.
Expulso do ensino, em 1968 dedica-se a dar explicações e a cantar com
mais assiduidade nas colectividades da Margem Sul, onde é nítida a
influência do PCP. Pelo Natal, edita o álbum Cantares do Andarilho,
com Rui Pato, primeiro disco para a Orfeu. O contrato é sui generis:
contra o pagamento de uma mensalidade (15 contos), José Afonso é
obrigado a gravar um álbum por ano.
Em 1969 a Primavera marcelista abre perspectivas de organização ao
movimento sindical. José Afonso participa activamente neste movimento,
assim como nas acções dos estudantes em Coimbra. Edita o álbum Contos
Velhos Rumos Novos e o single «Menina, dos Olhos Tristes» que contém a
canção popular «Canta Camarada». Recebe o prémio da Casa da Imprensa
para o melhor disco, distinção que repete em 1970 e 1971. Pela
primeira vez num disco de José Afonso, aparecem outros instrumentos
que não a viola ou a guitarra. Trata-se do último álbum com Rui Pato.
Nasce o último filho, o quarto, Pedro.
Em 1970 é editado o álbum Traz Outro Amigo Também, gravado em Londres,
nos estúdios da Pye, o primeiro sem Rui Pato, impedido pela PIDE de
viajar. Carlos Correia (Bóris), antigo músico de rock, dos Álamos e do
Conjunto Universitário Hi-Fi, substitui Pato. A 21 de Março, por
unanimidade, a Casa de Imprensa atribui a José Afonso o Prémio de
Honra pela «alta qualidade da sua obra artística como autor e
intérprete e pela decisiva influência que exerce em todo o movimento
de renovação da música ligeira portuguesa». Participa em Cuba num
Festival Internacional de Música Popular.
Pelo Natal de 1971, é lançado o álbum Cantigas do Maio, gravado perto
de Paris, nos estúdios de Herouville, um dos mais caros e afamados da
Europa. O álbum é geralmente considerado o melhor disco de José
Afonso. A editora Nova Realidade publica o livro Cantar de Novo.
No ano de 1972 o álbum chama-se Eu Vou Ser Como a Toupeira, gravado em
Madrid, nos Estúdios Cellada, com a participação de Benedicto, um
cantor galego amigo de Zeca, e com o apoio dos Aguaviva, de Manolo
Diaz. O livro, editado pela Paisagem, tem apenas o título de José
Afonso.
Em 1973 José Afonso continua a sua «peregrinação», cantando um pouco
em todo o lado. Muitas sessões foram proibidas pela PIDE/DGS. Em Abril
é preso e fica 20 dias em Caxias até finais de Maio. Na prisão
política, escreve o poema «Era Um Redondo Vocábulo». Pelo Natal,
publica o álbum Venham Mais Cinco, gravado em Paris, em que José Mário
Branco volta a colaborar musicalmente. No tema-título, participa
Janine de Waleyne, solista dos Swingle Singers, o melhor grupo vocal
de jazz cantado da altura, na opinião de José Niza.
A 29 de Março de 1974, o Coliseu, em Lisboa, enche-se para ouvir José
Afonso, Adriano Correia de Oliveira, José Jorge Letria, Manuel Freire,
José Barata Moura, Fernando Tordo e outros, que terminam a sessão com
«Grândola, Vila Morena». Militares do MFA estão entre a assistência e
escolhem «Grândola» para senha da Revolução. Um mês depois dá-se o 25
de Abril. No dia do espectáculo, a censura avisara a Casa de Imprensa,
organizadora do evento, de que eram proibidas as representações de
«Venham Mais Cinco», «Menina dos Olhos Tristes», «A Morte Saiu à Rua»
e «Gastão Era Perfeito». Curiosamente, a «Grândola» era autorizada. É
editado o álbum Coro dos Tribunais, gravado em Londres, novamente na
Pye, com arranjos e direcção musical, pela primeira vez, de Fausto.
São incluídas as canções brechtianas compostas em Moçambique no
período entre 1964 e 1967, «Coro dos Tribunais» e «Eu Marchava de Dia
e de Noite (Canta o Comerciante)».
De 1974 a 1975 envolve-se directamento nos movimentos populares. O
PREC (Processo Revolucionário Em Curso) é a sua paixão. Cantou no dia
11 de Março de 1975 no RALIS para os soldados. Estabelece uma
colaboração estreita com o movimento revolucionário LUAR, através do
seu amigo Camilo Mortágua, dirigente da organização. A LUAR edita o
single «Viva o Poder Popular» com «Foi na Cidade do Sado» no lado B.
Em Itália, as organizações revolucionárias Lotta Continua, Il
Manifesto e Vanguardia Operaria editam o álbum República, gravado em
Roma a 30 de Setembro e 1 de Outubro, nos estúdios das Santini
Edizioni. As receitas do disco destinavam-se a apoiar a Comissão de
Trabalhadores do jornal República ou, caso o jornal fosse extinto,
como foi, o Secretariado Provisório das Cooperativas Agrícolas de
Alcoentre. Desconhecido em Portugal, o álbum inclui «Para Não Dizer
Que Não Falei de Flores» (Geraldo Vandré), «Se os Teus Olhos se
Vendessem», «Foi no Sábado Passado», «Canta Camarada», «Eu Hei-de Ir
Colher Macela», «O Pão Que Sobra à Riqueza», «Os Vampiros», «Senhora
do Almortão», «Letra para Um Hino» e «Ladainha do Arcebispo».
Francisco Fanhais colaborou na gravação do disco, juntamente com
músicos italianos.
Em 1976 apoia a candidatura presidencial de Otelo Saraiva de Carvalho,
cérebro do 25 de Abril e ex-comandante do COPCON (Comando Operacional
do Continente), apoio que reedita em 1980. Fase cronista de José
Afonso, que publica o álbum Com as Minhas Tamanquinhas. O disco tem a
surpreendente participação de Quim Barreiros. É, na opinião de José
Niza, «um disco de combate e de denúncia, um grito de alma, um murro
na mesa, sincero e exaltado, talvez exagerado se ouvido e lido ao fim
de 20 anos, isto é, hoje». É a «ressaca» do PREC.
O álbum Enquanto Há Força, editado em 1978, de novo com Fausto,
representa mais um exemplo da fase cronista do cantor, ligada às suas
preocupações anti-colonistas e anti-imperialistas e à sua crítica
mordaz à Igreja. Inclui as participações, entre outras, de Guilherme
Inês, Carlos Zíngaro, Pedro Caldeira Cabral, Rão Kyao, Luís Duarte,
Adriano Correia de Oliveira e Sérgio Godinho.
Em 1979 é editado o álbum Fura Fura, com a colaboração musical de
Júlio Pereira e dos Trovante. O disco inclui oito temas de música para
teatro, compostos para as peças Zé do Telhado, de A Barraca, e Guerra
do Alecrim e Manjerona, da Comuna. Actua em Bruxelas no Festival da
Contra-Eurovisão.
Em 1981, após dois anos de silêncio, regressa a Coimbra com o seu
álbum Fados de Coimbra e Outras Canções. Trata-se da mais bela versão
do fado de Coimbra, interpretada por Zeca Afonso em homenagem a seu
pai e a Edmundo Bettencourt, a quem o disco é dedicado. Actua em
Paris, no Théatre de la Ville.
Em 1982 começam a conhecer-se os primeiros sintomas da doença do
cantor, uma esclerose lateral amiotrófica. Trata-se, aparentemente, de
um vírus instalado na espinal medula que, de uma forma progressiva,
destrói o tecido muscular e, normalmente, conduz à morte por asfixia.
Actua em Brouges no Festival de Printemps.
Em 29 de Janeiro de 1983 realiza-se o espectáculo no Coliseu com José
Afonso já em dificuldades. Participam Octávio Sérgio, António Sérgio,
Lopes de Almeida, Durval Moreirinhas, Rui Pato, Fausto, Júlio Pereira,
Guilherme Inês, Rui Castro, Rui Júnior, Sérgio Mestre e Janita Salomé.
É publicado o duplo álbum Ao Vivo no Coliseu.
No Natal desse ano, sai Como Se Fora Seu Filho, um testamento
político. Colaboração de Júlio Pereira, Janita Salomé, Fausto e José
Mário Branco. Alinhamento: «Papuça», «Utopia», «A Nau de António
Faria», «Canção da Paciência», «O País Vai de Carrinho», «Canarinho»,
«Eu Dizia», «Canção do Medo», «Verdade e Mentira» e «Altos Altentes».
Algumas das canções foram escritas para a peça Fernão Mentes? do grupo
de teatro A Barraca. Publicado o livro Textos e Canções, com a
chancela Assírio e Alvim. Contra a sua vontade, é publicado pelo Foto
Sonoro um maxi-single, Zeca em Coimbra, com um espectáculo dado por
Zeca no Jardim da Sereia, na Lusa Atenas, a 27 de Maio. A cidade de
Coimbra atribui a José Afonso a Medalha de Ouro da cidade. «Obrigado
Zeca, volta sempre, a casa é tua», disse-lhe o presidente da Câmara,
Mendes Silva. «Não quero converter-me numa instituição, embora me
sinta muito comovido e grato pela homenagem», respondeu José Afonso. O
Presidente da República, general Ramalho Eanes, atribui a José Afonso
a Ordem da Liberdade, mas o cantor recusa-se a preencher o formulário.
Em 1994, o Presidente da República Mário Soares tentou de novo
condecorar, postumamente, José Afonso com a Ordem da Liberdade, mas a
mulher, Zélia, recusou, alegando que se José Afonso não desejou a
distinção em vida, também não seria após a sua morte que seria
condecorado.
Em 1983 José Afonso é reintegrado no ensino oficial, tendo sido
destacado para dar aulas de História e de Português na Escola
Preparatória de Azeitão. Tinha sido expulso em 1968. A doença, agrava-
se.
Em 1985 é editado o último álbum, Galinhas do Mato. José Afonso já não
consegue cantar todos os temas, sendo substituído por Luís Represas
(«Agora»), Helena Vieira («Tu Gitana», Janita Salomé («Moda do
Entrudo», «Tarkovsky» e «Alegria da Criação»), José Mário Branco
(«Década de Salomé», em dueto com Zeca), Né Ladeiras («Benditos») e
Catarina e Marta Salomé («Galinhas do Mato»). Arranjos musicais de
Júlio Pereira e Fausto. Outras canções do álbum: «Escandinávia Bar-
Fuzeta» e «À Proa».
Em 1986 apoia a candidatura presidencial de Maria de Lourdes
Pintassilgo, católica progressista.
José Afonso morreu no dia 23 de Fevereiro de 1987, no Hospital de
Setúbal, às 3 horas da madrugada, vítima de esclerose lateral
amiotrófica, diagnosticada

http://dl.dropbox.com/u/30929282/Jos%C3%A9%20Afonso.zip

Jose Afonso - A presença das formigas.mp3
Jose Afonso - Ailé ! Ailé.mp3
Jose Afonso - Balado Do Sino.mp3
Jose Afonso - Cantar Alentejano.mp3
Jose Afonso - Cantares Do Andarilho.mp3
Jose Afonso - Canção De Embalar#.mp3
Jose Afonso - Coro Da Primavera.mp3
Jose Afonso - Coro Dos Tribunais.mp3
Jose Afonso - Do Choupal Ate A lapa.mp3
Jose Afonso - Endechas A Bárbara Escrava.mp3
Jose Afonso - Enquanto Há Força.mp3
Jose Afonso - Era De Noite E Levaram.mp3
Jose Afonso - Eu Vou Ser Como A Toupeira.mp3
Jose Afonso - Fura Fura.mp3
Jose Afonso - Menina Dos Olhos Tristes.mp3
Jose Afonso - Natal dos Simples.mp3
Jose Afonso - O cavaleiro e o anjo.mp3
Jose Afonso - O homem voltou.mp3
Jose Afonso - O que faz falta.mp3
Jose Afonso - Qualquer Dia.mp3
Jose Afonso - Resineiro Engraçado.mp3
Jose Afonso - Saudades De Coimbra.mp3
Jose Afonso - Saudadinha.mp3
Jose Afonso - Tecto Na Montanha.mp3
Jose Afonso - Traz Outro Amigo Também.mp3
Jose Afonso - Vejam Bem.mp3
Jose Afonso - Verdes São Os Campos.mp3
José Afonso - A acupuntura em Odmira.mp3
José Afonso - A cidade.mp3
José Afonso - A Formiga no Carreiro.mp3
José Afonso - A Morte Saiu à Rua.mp3
José Afonso - A Nau De António Faria.mp3
José Afonso - Achégate a mim, maruxa.mp3
José Afonso - Adeus ó Serra da Lapa.mp3
José Afonso - Agora.mp3
José Afonso - Alegria Da Criação.mp3
José Afonso - Ali está o rio.mp3
José Afonso - Alipio de Freitas.mp3
José Afonso - Altos altentes.mp3
José Afonso - Altos Castelos.mp3
José Afonso - Aquela Moça Da Aldeia.mp3
José Afonso - Arcebispíada.mp3
José Afonso - As Pombas.mp3
José Afonso - AS SETE MULHERES DO MINHO.mp3
José Afonso - Avenida de Angola.mp3
José Afonso - Baila.mp3
José Afonso - Bailia.mp3
José Afonso - Balada Aleixo.mp3
José Afonso - Balada Do Outono.mp3
José Afonso - Barracas ocupação.mp3
José Afonso - Benditos.mp3
José Afonso - Canarinho.mp3
José Afonso - Cantiga do Monte.mp3
José Afonso - Cantigas De Maio.mp3
José Afonso - Canto Da Primavera.mp3
José Afonso - Canto Moço.mp3
José Afonso - Canção da paciência.mp3
José Afonso - Canção do Desterro.mp3
José Afonso - Canção do Medo.mp3
José Afonso - Canção Do Vai... E Vem.mp3
José Afonso - Canção Longe.mp3
José Afonso - Carta a Miguel Djeje.mp3
José Afonso - Chula da Povoa.mp3
José Afonso - Com as Minhas Tamanquinhas.mp3
José Afonso - Como Se Faz Um Canalha.mp3
José Afonso - Coro Dos Caídos.mp3
José Afonso - Crucificado.mp3
José Afonso - De não saber o que me espera.mp3
José Afonso - De quem foi a traição.mp3
José Afonso - DE SAL DE LINGUAGEM FEITA.mp3
José Afonso - Deus te salve, Rosa.mp3
José Afonso - Década de Salomé.mp3
José Afonso - Elegia.mp3
José Afonso - Epigrafe Para a Arte de Furtar.mp3
José Afonso - Era um Redondo Vocábulo.mp3
José Afonso - Eu dizia.mp3
José Afonso - Eu, o povo.mp3
José Afonso - Fado D'Anto.mp3
José Afonso - Fado da Sugestão.mp3
José Afonso - Fado Das Águias.mp3
José Afonso - Fado dos Olhos Claros.mp3
José Afonso - Fui à beira do mar.mp3
José Afonso - Galinhas do mato.mp3
José Afonso - Gastão era Perfeito.mp3
José Afonso - Grândola vila morena#.mp3
José Afonso - Incerteza.mp3
José Afonso - Inquietação.mp3
José Afonso - Já o tempo se habitua.mp3
José Afonso - Lá vai Jeremias.mp3
José Afonso - Maio, Maduro Maio.mp3
José Afonso - Mar Alto.mp3
José Afonso - Mar Largo.mp3
José Afonso - Maria Faia.mp3
José Afonso - Milho Verde.mp3
José Afonso - Minha Mãe.mp3
José Afonso - Moda do entrudo#.mp3
José Afonso - Mulher da erva#.mp3
José Afonso - NA CATEDRAL DE LISBOA.mp3
José Afonso - Na Fonte Est Lianor.mp3
José Afonso - Nefretite não tinha Papeira.mp3
José Afonso - No comboio descendente.mp3
José Afonso - No vale de Fuenteovejuna.mp3
José Afonso - Não é meu bem.mp3
José Afonso - O Avô Cavernoso.mp3
José Afonso - O CABRAL FUGIU PARA ESPANHA.mp3
José Afonso - O Dia da Unidade.mp3
José Afonso - O Homem da Gaita.mp3
José Afonso - O Pastor De Bensafrim.mp3
José Afonso - O País De Carrinho.mp3
José Afonso - Oh! Que calma vai caindo.mp3
José Afonso - Os Bravos.mp3
José Afonso - Os Eunucos.mp3
José Afonso - Os Fantoches de Kissinguer.mp3
José Afonso - Papuça.mp3
José Afonso - Paz Poeta e Pombas.mp3
José Afonso - Por Detrás Daquela Janela.mp3
José Afonso - QEM DIZ QUE E PELA RAINHA.mp3
José Afonso - QUANTO E DOCE.mp3
José Afonso - Que Amor Não me Engana.mp3
José Afonso - Quem Diz Que é Pela Rainha.mp3
José Afonso - Rio Largo de Profundis.mp3
José Afonso - Ronda Das Mafarricas.mp3
José Afonso - Ronda Dos Paisanos.mp3
José Afonso - S. Macaio.mp3
José Afonso - Se Voaras mais ao perto.mp3
José Afonso - Senhor Arcanjo.mp3
José Afonso - Senhor Poeta.mp3
José Afonso - Senhora do Almortão.mp3
José Afonso - SENHORA QUE O VELHO.mp3
José Afonso - Tarkovsky.mp3
José Afonso - Tenho Barcos Tenho Remos.mp3
José Afonso - Teresa Torga.mp3
José Afonso - Tinha uma sala mal iluminada.mp3
José Afonso - Trovas Antigas.mp3
José Afonso - Tu gitana.mp3
José Afonso - Um homem novo veio da mata.mp3
José Afonso - Utopia.mp3
José Afonso - Vai, Maria vai.mp3
José Afonso - Venham mais cinco#.mp3
José Afonso - Verdade e Mentira.mp3
José Afonso - Vira de Coimbra.mp3
José Afonso - Viva o poder popular.mp3
José Afonso - À proa.mp3
José Afonso - É Para a urga.mp3
José Afonso - Ó Minha amora madura.mp3
José Afonso - Ó Ti Alves.mp3

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