Comentar o que? Dizer o que? Como é possível tal brutalidade?
Como ficará esta criança sabendo que o avô matou o seu pai? Com que autoridade esta magistrada exercerá sua profissão diante deste fato?
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Nildo Fernandes Silva
nfsilva@yahoo.com.br
De: pais-e-amor@googlegroups.com [mailto:pais-e-amor@googlegroups.com] Em nome de Igualdade Parental
Enviada em: domingo, 6 de fevereiro de 2011 09:02
Para: pais-de-verdade@googlegroups.com; pais-e-amor@googlegroups.com
Assunto: [pais-e-amor] Menina viu avô matar o pai a tiro
Escrito por Diana Cohen |
OLIVEIRA DO BAIRRO Advogado assassinado A filha de quatro anos, neta do homicida, assistiu à morte de Cláudio, que estaria para ser de novo pai dentro de poucos meses Um advogado da Câmara do Porto foi assassinado ontem com três tiros disparados pelo revólver do pai da ex-companheira, juíza no Tribunal de Ílhavo, e com quem tinha uma filha de quatro anos, num parque infantil, em Mamarrosa, Oliveira do Bairro. |
http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=11211&Itemid=111
Menina viu avô matar o pai a tiro
Avô materno entregou-se à GNR depois de cometer o crime durante visita ordenada pelo tribunal
00h30m
PEDRO FONTES DA COSTA
foto RICARDO ESTUDANTE/GLOBAL IMAGENS |
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Um advogado, de 35 anos, do Porto, foi assassinado com cinco tiros, à frente da sua filha, de quatro anos, pelo pai da mãe da menina. A vítima visitava a criança segundo as regras de um acordo de regulação do poder paternal, ontem, sábado, em Mamarrosa,Oliveira do Bairro.
Cláudio Humberto do Rio Mendes parou o carro junto ao Parque do Rio Novo, o local designado para esta visita à filha, segundo o acordo de regulação de poder paternal decidido pelo tribunal no início de Janeiro, após um processo atribulado com a mãe da criança, uma juíza. Vários incumprimentos do acordo paternal agravaram as divergências existentes entre Cláudio e a mãe da menor. E alguns deles terão chegado a tribunal. A tensão entre o advogado e a família da juíza era permanente, ao ponto de o advogado ter recorrido à GNR, em ocasiões anteriores, para poder ver a filha.
A visita desta semana tinha outra razão especial. Cláudio deveria apresentar à filha a namorada, que está gravida de seis meses. Mas tudo começou mal, contaram testemunhas ao JN. À espera do advogado, às 11 horas marcadas, estavam o pai, a mãe, uma tia e uma sobrinha da juíza, para além desta última e a criança.
Ainda junto ao carro, gerou-se uma discussão entre a tia-avó da menina e Cláudio. O pai da juíza - António Ferreira da Silva, 65 anos, engenheiro agrónomo reformado - sacou da pistola que quase sempre o acompanha e, a cerca de um metro, disparou para o peito de Cláudio. Atirou mais quatro vezes. Todo o crime foi filmado pela sobrinha de Cláudio Mendes. A gravação já está em poder da Polícia Judiciária de Aveiro.
"Telefonou ao irmão de Cláudio"
"Inicialmente não compreendi muito bem o que se estava a passar. Ainda lhe perguntei se a arma seria de brincar, mas ele disparou. Logo de seguida, mais quatro tiros quando o meu namorado estava de costas", conta ao JN a namorada de Cláudio, que estava a poucos metros.
A mulher diz que "o avô da criança agiu com toda a frieza, crueldade e com premeditação, já que ninguém vai para um parque com um revólver carregado". "Ele ainda teve coragem de telefonar ao irmão do Cláudio e de lhe dizer: 'Olha, tenho uma notícia triste para ter dar, acabei de matar o teu irmão'". A juíza e todos os familiares abandonaram o local e a vítima. Pouco tempo depois, acompanhado pela magistrada, Ferreira da Silva entregava-se no posto da GNR de Bustos.
Vizinha anotou matrículas
Susana Pato, que mora em frente ao parque, conta que ouviu alguém a falar mais alto. Pensou que fossem crianças a brincar. "Pouco tempo depois ouvi um disparo, mais outros quatro seguidos e pessoas a gritar por ajuda. Foi aí que me apercebi e chamei a GNR e o INEM. Quando vim cá fora deparei-me com duas mulheres e um corpo no chão. Ainda tive tempo de retirar o número das matrículas dos carros que, entretanto, saíram do local".
António Sousa, amigo da vítima, explicou que no primeiro encontro, há 15 dias, a criança estava acompanhada por oito familiares. "Hoje [ontem] eram seis. Só sei que o Cláudio era louco pela filha e isso via-se no que escrevia no Facebook. Ele morreu por amor à filha".
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=1776952&page=-1
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